domingo, 21 de setembro de 2014

Inferência clínica




















Inferência clínica: Diagnóstico & Prognóstico 

“conforme o caso e as razões do encaminhamento, o psicólogo deve realizar uma avaliação mais compreensiva, baseada em informações adicionais, pressupondo-se que atinja o nível mais elevado de inferência, fornecendo um embasamento psicodinâmico, que pode facilitar a opção por um tipo de terapia e a condução de um processo terapêutico. Isso não significa uma desconsideração pela classificação diagnóstica do caso, mas um passo subsequente, que leva a uma formulação interpretativa mais abrangente e inclusiva, que é integrada conforme pressupostos teóricos básicos”.

Jurema Alcides Cunha – Psicodiagnóstico V - p. 119

Dados Quantitativos x Qualitativos

"Damos ênfase aos dados QUANTITATIVOS, uma vez que, havendo mais pesquisas a respeito, oferecem uma base probabilística maior de acerto do que as informações oriundas de uma análise qualitativa. 

No entanto, quando se pretende ter uma compreensão dinâmica sobre o paciente, muitas vezes, para fundamentar a formulação diagnóstica ou para chegar a uma orientação sobre o caso, os dados QUALITATIVOS assumem grande importância. 

Por outro lado, se os dados QUALITATIVOS perdem em objetividade para os dados QUANTITATIVOS, podem ser validados, no caso individual, com a corroboração de alguns indícios por outros, e, por sua vez, a integração pode ficar consubstanciada por um embasamento teórico, que encontre denominadores comuns na história clínica e no comportamento sintomático atual".

""Cabe apenas salientar a necessidade de organizar os dados oriundos das diferentes técnicas, buscando um entendimento de coincidências e discordâncias, hierarquizando indícios e identificando os dados mais significados, que, contrastados com as informações sobre o paciente, são integrados para confirmar ou infirmar as hipóteses iniciais. A seleção das informações que fundamentam as conclusões finais deve atender aos objetivos propostos para o psicodiagnóstico e pressupões um determinado nível de inferência clínica"".

Jurema Alcides Cunha - Psicodiagnóstivo V - p. 117-118

Após bateria de teste: análise, interpretação e integração de dados.



·    Recapitular as hipóteses levantadas inicialmente: Estas servirão de critérios para selecionar e analisar os dados úteis.


·       Rever os objetivos do psicodiagnóstico: estes enquadram a integração dos dados, norteiam a organização dos dados.



·      Considerar que as perguntas indicam as respostas que devem ser buscadas/os dados a se considerar.

Rapport








Check list básico



sábado, 20 de setembro de 2014

Baterias de testes: tipos e montagem






























































A recomendação é iniciar a bateria de teste com a utilização de técnicas não ansiogênicas - especialmente as técnicas gráficas: são breves, familiares, de baixa ansiedade e rica em conteúdos projetivos.

Plano de Avaliação


Contrato de trabalho


"O psicólogo compromete-se a realizar um exame, durante certo número de sessões, cada uma com duração prevista, em horário predeterminado, definido com o paciente ou responsável os tipos de informes (laudos) necessários e quem terá acesso aos dados do exame"

"Com base na estimativa de tempo são estabelecidos os honorários"



Objetivos x Perguntas iniciais


Variáveis psicológicas do psicólogo e do paciente

Constantes do Psicólogo (Schafer, 1954)



















Constantes do Paciente (Schafer, 1954)


De ponta a ponta: Roteiro do psicodiagnóstico


E a transferência?


Les Amants de René Magritte

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Interação clínica


Realidade distorcida: dificuldades no psicodiagnóstico

1) O processo pode ser iniciado com o conflito deslocado, comprometendo a investigação;

2)O paciente percebe a discrepância e projeta no material de teste suas dificuldades, enquanto o psicólogo finge estar investigando uma coisa enquanto explora outra socialmente rejeitada

3) Outras dificuldades podem ocorrer, no momento da devolução:
a)no caso do parecer técnico estar contaminado e distorcido;
b) porque o psicólogo entra em aliança com os aspectos patológicos;
c) por adotar uma atitude ambígua, não sendo devidamente explícito;
d)deixando claros somente os pontos tolerados pelo paciente e por seu grupo familiar;

4) O comprometimento que pode sofrer a indicação para a terapia, visto que o paciente temerá repetir o mesmo vínculo dúbio e falso.

O psicólogo deve abarcar o continuum de consciência-inconsciência do paciente, em relação a seus conflitos. Todos os dados psíquicos são relevantes, e cada um ganha múltiplos significados. Compete ao psicólogo abordar cada dado sob vários aspectos, até que seu sentido adquira maior consistência e especificidade.

Jurema Alcides Cunha - Psicodiagnóstico V - p. 40

domingo, 14 de setembro de 2014

O que é Transtorno?


Modelos Psicopatológicos


Definição: Psicodiagnóstico - Porque repetir é decorar


Uma andorinha não faz verão






















ps: patognomônico
pa.tog.no.mô.ni.co
Relativo aos sinais próprios e constantes de cada doença.

Identificação da natureza do problema: ordem qualitativa.

“Um comportamento ou experiência subjetiva definidos como sintomáticos em um contexto podem ser perfeitamente aceitáveis e estar dentro dos limites normais em outro contexto” (Yager & Gitlin, 1999 citado por Jurema Alcides Cunha em Psicodiagnóstico V, p. 34)


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"Uma manifestação inusitada, do ponto de vista qualitativo, deve ser julgada dentro do contexto em que o indivíduo está e, como sintoma, será tanto mais grave se for compelida mais por elementos interiores do que pelo campo de estímulos da realidade".

Então, a questão se resume a: 


Identificação da natureza do problema: ordem quantitativa

"Um problema é identificado quando são reconhecidas alterações ou mudanças nos padrões de comportamento comum, que podem ser percebidas como sendo de natureza quantitativa ou qualitativa". 


OU SEJA 



São critérios importantes: INTENSIDADE e  PERSISTÊNCIA. 

As alterações neste continuum surgem como resposta a eventos da vida, acontecimentos estressantes. Se a intensidade for desproporcional à causa ou se a alteração persistir além dos efeitos do acontecimento, pode haver uma significação clínica

sábado, 13 de setembro de 2014

Receita de bolo do psicólogo clínico


Considerando que os testes psicológicos são artigos privê



O Diagnóstico Psicológico pode ser realizado:

1) Pelo psicólogo, pelo psiquiatra – desde que seja utilizado o modelo médico apenas, no exame de funções e identificação de patologias – sem o uso de testes e técnicas privê do psi clínico.


2) Pelo psicólogo clínico quando utilizado o modelo psicológico (psicodiagnóstico) – com uso das técnicas privê.

3) Por equipe multiprofissional – desde que cada profissional utilize seu modelo próprio, em avaliação complexa e inclusiva, quando é necessário integrar dados interdependentes 

É cada um no seu quadrado, cada um no seu quadrado, ado a ado, cada um no seu quadrado.


É preciso esclarecer: É só nossoooo, nã nã nã nã nããã


Diz o moderno manual

Diz o moderno manual: "A classificação nosológica, além de facilitar a comunicação entre profissionais, contribui para o levantamento de dados epidemiológicos de uma comunidade"

Mas rapaz, isso era o que Juliano Moreira já dizia há cem anos.



Exame do estado mental ou das funções do ego


Definição: avaliação psicodiagnóstica


Objetivos de uma avaliação psicológica cínica, digo, clínica.