quarta-feira, 15 de abril de 2015

O contato com o paciente - Psicodiagnostico V

"De forma metafórica, no processo psicodiagnostico, o papel do psicólogo é o de tatear pelos meandros da angústia, da desconfiança e do sofrimento da pessoa que vem em busca de ajuda. Tatear é lidar com as inúmeras resistências ao processo, sentimentos ambivalentes e situações desconhecidas"

Transtorno pelo DSM - IV

“cada um dos transtornos mentais é conceitualizado como uma síndrome ou padrão comportamental ou psicológico clinicamente importante, que ocorre em um indivíduo e que está associado com sofrimento (por ex., sintoma doloroso) ou incapacitação (por ex., prejuízo em uma ou mais áreas importantes do funcionamento) ou com um risco significativamente aumentado de sofrimento atual, morte, dor, deficiência ou uma perda importante da liberdade. Além disso, essa síndrome ou padrão não deve ser meramente uma resposta previsível e culturalmente sancionada a um determinado evento, por exemplo, a morte de um ente querido. Qualquer que seja a causa original, ela deve ser considerada no momento como uma manifestação de uma disfunção comportamental, psicológica ou biológica no indivíduo. Nem o comportamento que apresenta desvios (por ex., político, religioso ou sexual), nem conflitos primariamente entre o indivíduo e a sociedade são transtornos mentais, a menos que o desvio ou conflito seja um sintoma de uma disfunção no indivíduo, como descrito antes.” 

Finalidades do Psicodiagnóstico - Arzeno

DIAGNÓSTICO -- Explicar  o que ocore além do que o paciente pode descrever. DURA DE 3 A 5 ENTREVISTAS. Possibilita extrair conclusões e prever como será o vínculo terapêutico, os momentos mais difíceis do tratamento, os ricos de deserção.
A utilização de instrumentos diagnósticos diversos permite estudar o paciente por meio de todas as vias de comunicação. A bateria de testes utilizada deve incluir instrumentos que permitam obter ao máximo a projeção de si mesmo. É  I portante incluir testes padronizados por que nos dá uma margem de segurança diagnóstica maior. Deve-se incluir a relação de transferência-contratransferência.

AVALIACAO DO TRATAMENTO -- Meio para avaliar o andamento do tratamento. É  o que se denomina "retestes". Pode-se criar uma bateria paralela selecionando testes equivalentes.

COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO -- Favorecer a tomada de insight, contribuir para que aquele que consulta adquira a consciência de sofrimento suficiente para aceitar cooperar na consulta. Provocar a perda de certas inibições, possibilitando um comportamento mais natural.

NA INVESTIGAÇÃO -- ●Criar novos instrumentos de exploração da personalidade que podem ser incluídos na tarefa psicodiagnostica.
                                     ●Planejar a investigação para o estudo de uma determinada patologia ou de algum problema específico.



domingo, 21 de setembro de 2014

Inferência clínica




















Inferência clínica: Diagnóstico & Prognóstico 

“conforme o caso e as razões do encaminhamento, o psicólogo deve realizar uma avaliação mais compreensiva, baseada em informações adicionais, pressupondo-se que atinja o nível mais elevado de inferência, fornecendo um embasamento psicodinâmico, que pode facilitar a opção por um tipo de terapia e a condução de um processo terapêutico. Isso não significa uma desconsideração pela classificação diagnóstica do caso, mas um passo subsequente, que leva a uma formulação interpretativa mais abrangente e inclusiva, que é integrada conforme pressupostos teóricos básicos”.

Jurema Alcides Cunha – Psicodiagnóstico V - p. 119

Dados Quantitativos x Qualitativos

"Damos ênfase aos dados QUANTITATIVOS, uma vez que, havendo mais pesquisas a respeito, oferecem uma base probabilística maior de acerto do que as informações oriundas de uma análise qualitativa. 

No entanto, quando se pretende ter uma compreensão dinâmica sobre o paciente, muitas vezes, para fundamentar a formulação diagnóstica ou para chegar a uma orientação sobre o caso, os dados QUALITATIVOS assumem grande importância. 

Por outro lado, se os dados QUALITATIVOS perdem em objetividade para os dados QUANTITATIVOS, podem ser validados, no caso individual, com a corroboração de alguns indícios por outros, e, por sua vez, a integração pode ficar consubstanciada por um embasamento teórico, que encontre denominadores comuns na história clínica e no comportamento sintomático atual".

""Cabe apenas salientar a necessidade de organizar os dados oriundos das diferentes técnicas, buscando um entendimento de coincidências e discordâncias, hierarquizando indícios e identificando os dados mais significados, que, contrastados com as informações sobre o paciente, são integrados para confirmar ou infirmar as hipóteses iniciais. A seleção das informações que fundamentam as conclusões finais deve atender aos objetivos propostos para o psicodiagnóstico e pressupões um determinado nível de inferência clínica"".

Jurema Alcides Cunha - Psicodiagnóstivo V - p. 117-118

Após bateria de teste: análise, interpretação e integração de dados.



·    Recapitular as hipóteses levantadas inicialmente: Estas servirão de critérios para selecionar e analisar os dados úteis.


·       Rever os objetivos do psicodiagnóstico: estes enquadram a integração dos dados, norteiam a organização dos dados.



·      Considerar que as perguntas indicam as respostas que devem ser buscadas/os dados a se considerar.

Rapport